Mas eu insisto em nós e vim aqui te pedir cuidado. Não me deixa ir embora.
“Depois de um tempo a gente vai aprendendo a não procurar. Porque a gente acha. Porque na verdade não queremos encontrar, e ficamos com essa esperança - de outro mundo - de que talvez esse cara seja diferente, mas somos todos seres humanos, com falhas, defeitos, e, velho, se a gente procurar, acha. Então pra que procurar? Pra nos torturar? Fui aprendendo que se eu mesma não sou a pessoa mais correta do planeta, por que eu esperaria isso dele? Pra quê tanta hipocrisia e possessividade? Chega uma hora em que é preciso relaxar.. esquecer um pouco, deixar voar.. Deixa, deixa voar, bonita.. deixa, que ele volta.”
Até na hora de fazer uma prova me vem você. Tinha lá, bem no meio da folha, no final da frase ‘eles se amavam’, eu me distraí e disse em voz baixa ‘A gente também’.
Não se preocupe, eu não incomodo mais você.
Meu Deus, tira de mim os maus pensamentos que em nada me acrescentam. Que eu carregue comigo somente os sentimentos bons. Que dentro do meu peito só tenha espaço para o amor e o perdão. Que eu possa ser sempre como a luz, que aquece e ilumina.
Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo. Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: pularia pelada de bungee jump. Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer espírito. Mas amor não se pede, imagine só.
Você dormiu com o celular embaixo do travesseiro. Porque até uma ligação dele bêbado, de madrugada, te querendo como última opção, pode ser melhor que esse silêncio.
Quando um não quer… o outro irrita até conseguir.